A NOVELA RENAN
Esta semana, também numa quarta feira, a novela Renan terá novos desdobramentos, ou capítulos, como queiram.Inspirada no teatro do absurdo, a obra, alem de imprópria para menores, seguirá contendo variados ingredientes surrealistas, eis que as chamadas tropas de choque, paradoxalmente vitoriosas até aqui, tentarão outras vezes fazer de besta a sociedade por inteiro.Seremos todos obrigados a crer no inverossímil.
A acusação de pares ante o conselho pode até ser fraca, mas, em contrapartida, o argumento único dos que querem defender deslustrados campeões levados equivocadamente às culminâncias do poder é o de que as denúncias fundamentam-se em reportagens de veículos de comunicações.Ora, por acaso Collor, anões, Severino, Dirceu, etc, caíram por razões outras?A verdade é que, queiram ou não atuais detratores, a Imprensa tem sido a centelha a alimentar o fogo proverbialmente brando da indignação pública.
Na pauta imediata do Conselho de Ética do Senado a representação dando conta de que Renan teria atuado junto ao INSS e à Receita contra a cobrança de dívidas de terceiros, citada no caso a fabricante de cervejas Schincariol.O relator, Senador João Pedro (PT-AM), menos reticente que o presidente do Conselho, já deu mostras de que vai pedir o arquivamento sumário da representação.Parte da oposição parece conformada.
Se tal denúncia não prosperar, uma outra já está engatilhada: uso de laranjas para a compra de duas emissoras de rádio.Como é sabido, a Constituição veda ao parlamentar a assinatura de contratos para a concessão de serviços públicos.
Será crível que o vivente das alagoas esteja isento de quaisquer culpabilidades em todos os embrulhos como querem fazer crer seus correligionários da base aliada?Se assim for, o homem parece ser uma usina ou um engenho de delitos, pois uma outra representação já está na linha de montagem e poderá vir a caminho: desvio de recursos dos ministérios conduzidos pelo PMDB, seu atual partido.Outras mais virão?
O triste espetáculo de ser ver uma das instituições da Republica mobilizada unicamente para julgar, absolver ou condenar seu presidente poderá se arrastar indefinidamente, com prejuízo dos trabalhos legislativos e, o que é pior, deixando a mostra no cenário mundial um quadro de vergonha onde sobrelevam ou incompetência para fazer prevalecer a ética ou explicita impunidade.
Um pouco de sensatez seria infinitamente melhor do que isto que se vê.Não é o Senado que sangra, como gostam de alardear os repetitivos tribunos de Brasília.É todo o processo político-eleitoral que alem de verter sangue anêmico e vômitos, cheira mal, muito mal.Resta perguntar: e o eleitor, como fica?
Esta semana, também numa quarta feira, a novela Renan terá novos desdobramentos, ou capítulos, como queiram.Inspirada no teatro do absurdo, a obra, alem de imprópria para menores, seguirá contendo variados ingredientes surrealistas, eis que as chamadas tropas de choque, paradoxalmente vitoriosas até aqui, tentarão outras vezes fazer de besta a sociedade por inteiro.Seremos todos obrigados a crer no inverossímil.
A acusação de pares ante o conselho pode até ser fraca, mas, em contrapartida, o argumento único dos que querem defender deslustrados campeões levados equivocadamente às culminâncias do poder é o de que as denúncias fundamentam-se em reportagens de veículos de comunicações.Ora, por acaso Collor, anões, Severino, Dirceu, etc, caíram por razões outras?A verdade é que, queiram ou não atuais detratores, a Imprensa tem sido a centelha a alimentar o fogo proverbialmente brando da indignação pública.
Na pauta imediata do Conselho de Ética do Senado a representação dando conta de que Renan teria atuado junto ao INSS e à Receita contra a cobrança de dívidas de terceiros, citada no caso a fabricante de cervejas Schincariol.O relator, Senador João Pedro (PT-AM), menos reticente que o presidente do Conselho, já deu mostras de que vai pedir o arquivamento sumário da representação.Parte da oposição parece conformada.
Se tal denúncia não prosperar, uma outra já está engatilhada: uso de laranjas para a compra de duas emissoras de rádio.Como é sabido, a Constituição veda ao parlamentar a assinatura de contratos para a concessão de serviços públicos.
Será crível que o vivente das alagoas esteja isento de quaisquer culpabilidades em todos os embrulhos como querem fazer crer seus correligionários da base aliada?Se assim for, o homem parece ser uma usina ou um engenho de delitos, pois uma outra representação já está na linha de montagem e poderá vir a caminho: desvio de recursos dos ministérios conduzidos pelo PMDB, seu atual partido.Outras mais virão?
O triste espetáculo de ser ver uma das instituições da Republica mobilizada unicamente para julgar, absolver ou condenar seu presidente poderá se arrastar indefinidamente, com prejuízo dos trabalhos legislativos e, o que é pior, deixando a mostra no cenário mundial um quadro de vergonha onde sobrelevam ou incompetência para fazer prevalecer a ética ou explicita impunidade.
Um pouco de sensatez seria infinitamente melhor do que isto que se vê.Não é o Senado que sangra, como gostam de alardear os repetitivos tribunos de Brasília.É todo o processo político-eleitoral que alem de verter sangue anêmico e vômitos, cheira mal, muito mal.Resta perguntar: e o eleitor, como fica?
Um comentário:
Somavilla,
Parabéns pela iniciativa. Estarei sempre acompanhando os seus desabafos e opiniões para, sempre que possível, me solidarizar e acrescentar algum comentário.
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