Vem ai a quinta denúncia contra o Presidente do Congresso, Renan Calheiros, tendo sempre a revista Veja como peça de sustentação.Sai de cena, neste episódio, o PSOL e seu fatigado representante no Senado.Adentram a arena senadores da oposição, indignados contra pretenso “araponga” querendo vigia-los, aboletado dentro da casa senatorial na condição de assessor do acusado.Se for verdade, isto é muito grave.Teria realmente o alagoano proprietário de bois milagrosos ultrapassado todo os limites aceitáveis dentro do jogo democrático?
Dizem que Almeida Lima, atual escudeiro mor, não rima com isenção, devoto que é da inocência do amigo em qualquer imbróglio que se apresente.Não está com a bola toda, pois não é do alto clero, mas os regimentos internos o favorecem.
Assim, as outras denúncias ainda não apreciadas enfraquecem e poderiam perder substância, pois o referido senador tem se mostrado sempre disposto a assumir quaisquer relatórios que se fizerem necessários em favor de Renan.Ora, assim não vale, pois é do PMDB, o mesmo partido do acusado.Daí a razão desta nova denúncia que não se sabe se prosperará.
Par e passo, qualquer membro deste partido da base aliada que queira atuar em consonância com as próprias biografias é sumariamente afastado de posições que ocupam, como é o caso dos senadores Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos, impedidos de prosseguir atividades na CCJ.
Prosperando ou não a nova denúncia, a agonia novelesca terá seguimento, pondo em dúvidas até a necessidade de sobrevivência da própria Instituição, considerada por muitos mera duplicação de esforços legislativos.
Aos amigos que me honram com a paciência de ler estes escritos, afirmo que gostaria de ver a tese da extinção do senado ser debatida com atenção e analisada seriamente em projetos de reforma política que a sociedade exige, mas os políticos tanto protelam.Digo isto com muita ênfase.
Não vejo incoerência na minha postura, apesar de ter dito algo aparentemente em contrário há cerca de dois meses.É que naquela oportunidade referia-me a um relatório do Congresso do PT, sugerindo tal alternativa.Partindo de quem partiu, a ideia seria inaceitável casuísmo.A bem da verdade, se alguma oposição existe no país nesta conjuntura política, ela se dá no senado.Precisa ser extinto, sim, mas não agora
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