O GERÚNDIO
Bem fez o jornalista André Petry, na última edição da Revista Veja, em espinafrar o “gerundismo” desenfreado que assola o país, tendo o cuidado de deixar claro que nem todo gerúndio é execrável.A prova mais convincente é a citação do verso imortal de Camões: “Cantando espalharei por toda parte...”.
Para reforçar a idéia de que os antigos lusos escreviam o gerúndio como o conhecemos e praticamos, em vez do infinitivo gerundivo adotado pelas novas gerações, lança a pergunta: Camões não grafou “A cantar espalharei por toda parte...”.Porque?
Cabe aqui, modestamente, aceitando sem contestação a resposta apresentada, acrescentar que a epopéia “Os Lusíadas” foi inteiramente escrita em decassílabos perfeitos, fato que exalta ainda mais a genialidade do grande vate.Caso tivesse adotado a segunda opção, ver-se-ia, entre milhares de versos, um único com onze sílabas!
José Alberto Somavilla
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
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Um comentário:
Eu li a matéria, e achei muito interessante. Infelizmente, esta "praga" se espalhou e as pessoas não sabem mais como é o português correto.
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