terça-feira, 4 de dezembro de 2007

EQUÍVOCOS DA DEMOCRACIA


Agora todo mundo é índio, é quilombola, é perseguido pela ditadura militar.Perdoem-me os legítimos, mas observem atentamente que Hugo Chaves, mandatário do país limítrofe ao norte, não tem nenhum problema desta natureza.Lá não se fazem reservas indígenas contínuas na fronteira internacional com Roraima.Não ocorrem invasões de propriedades, senão por inspiração explicitamente governista.Ninguém fala em indenizações e outro temas.Não obstante, usa o instrumento plebiscitário intentando perpetuar-se no poder.Perdeu “por enquanto”, como disse.
Aqui no Brasil, no torvelinho de acontecimentos absolutamente desconhecidos para o cidadão comum, Roraima vive um drama.As reservas indígenas continuas Raposa-Serra do Sol, em algum momento serão evacuadas.Está em gestação uma provável operação policial para tirar milhares de pessoas dos terenos que cultivam, pequenos agricultores brasileiros também com inequívoca descendência índia.Com a palavra o atual Ministro da Justiça.
Delineia-se assim mais uma vez o palco das inconsequências e irresponsabilidades de nossos representantes congressuais e do governo.Estes que teimam em negar verdades históricas, movidos por ideologias alienígenas não aclimatadas.Que querem?Uma guerra civil?Acaso levam em conta que somos, na imensa maioria, um país de mestiços, eleitores, pobres e sofridos, para os quais a Amazônia poderia ser a redenção?(O Presidente da República, exemplo único de sucesso eleitoral na casa inimaginável dos cinquenta e tantos milhões de votos, tem um pé, ou melhor, o corpo inteiro, na seara da mais legítima população brasileira. Pena que lá já não tenha também sua alma e sua vontade política).
As esquerdas têm vivido vinte anos no centro dos acontecimantos ou no lugar de honra do botim.É um continuado excesso alimentar seguido de flatulências no banquete da decantada democracia pós-constituição cidadã.A festança ainda não terminou e tem seguimentos repetitivos, monótonos mesmo, no processo eleitoral e nos desvirtuamentos das posturas republicanas.
Os eleitos, os escolhidos comensais dos poderes se nutrem da ignorância, da indiferença e das bolsas isto e aquilo que garantem o espetáculo dos milhões de votos.Recordes são ultrapassados a cada elaição como fato corriqueiro, fenômeno pitoresco que deverá perdurar por algum tempo, para o bem ou para o mal.
E assim se vive por aqui...Um grupo se reúne, contrata uma determinada ONG.Em poucos meses conseguem laudos "comprobatórios" de uma origem étnica remota sem fundamentos outros que não sejam carimbos e o indefectível fraseado sociológico de Brasília.Indivíduos que habitam determinadas áreas, até nas grandes cidades, de repente são alçados a dignidade de descendentes vivos dos escravos que nunca se submeteram ao jugo absurdo da escravidão.Deveriam ao menos, estas pessoas, terem algum respeito pelo sofrimento daqueles que lhes move o pleito.
No capítulo referente às perseguições políticas, muita gente está enriquecendo com profícuas diligências perante órgãos públicos.Políticos doublé de advogados são também regiamente beneficiados.Estes que frequentam e têm livre trânsito em todos os palácios e instâncias, movendo milhões da noite para o dia com uma presteza invejável nas esferas administrativas desta terra. Porquê não exercitam tamanha proficiência em favor dos que lutam nos tribunais há várias décadas para receberem precatórios julgados (e mais que passados em julgado), mas nunca pagos?
Haja reparação, haja indenização, haja terra para compensar os "erros" do passado, nem todos propriamente ancestrais, mas até recentes.Estes são equívocos possibilitados pela constituição de 88, ou, como queiram, a farra da esquerda predatória no poder que muito caro vai custar a sucessivas gerações de contribuintes brasileiros.Mas ainda vem o pior: haja vastidões, de preferência ricas em minerais estratégicos, para compensar os acertos internacionais feitos pelos nossos políticos, a seguir explicitados.
Alguns partidos começaram estas histórias nos oitenta talvez cientes da ilegitimidade e da fraqueza do governo Sarney.Radicais começaram a mover a moenda que tritura a soberania do país nesta fase amarga de nossa trajetória.No princípio não era o balaio de gatos que hoje se vê no arcabouço político, em que resquícios ideológicos são mera cortina de fumaça para mensalões, sanguessugas, propinudutos e coisas piores, como o perigoso namoro com a narco-guerrilha.As esquerdas pousavam então de virgens incorruptíveis ante a opinião pública.
Num primeiro momento, a pretexto de neutralizar "os militares”, facções de todos os matizes e de diferentes calibres de voracidade se uniram para acessar o poder pela via democrática.Então, "Faustos" tupiniquins, necessitados de grana , fizeram pactos com os demônios que lhes sopravam aos ouvidos, lá de fora, sugestões, palavras de ordem e coisas tais: Os interlocutores preferenciais eram alguns partidos políticos da Europa e poderosas organizações internacionais.
A moeda de troca com tais ONG que hoje estão entronizadas ao norte, preferencialmente nas reservas indígenas riquíssimas em recursos minerais, foram nacos substanciais da própria Amazônia.Lá onde até o exército Brasileiro está impedido de entrar (mas não a FUNAI, a polícia Federal, alguns prelados e todos os estrangeiros mentores ou prepostos das referidas ONG).
Nestes transcendentais assuntos, parece que o Brasil tem sido representado décadas por vendilhões ou omissos.Alguém já disse que tem sido legislado por picaretas e vigiados por uma justiça fraca e inoperante.Num país em que pessoas abrigadas sob o manto de movimentos sociais obstruem, como fizeram pouco, uma ferrovia estratégica que conduz seres humanos e transporta produtos para exportação, ou têm como profissão única e meta existencial invadir propriedades agrícolas produtivas sem que ninguém mova uma palha para reverter tal quadro e conte-los, não parece restar dúvidas de que estamos em uma terra sem lei.Disse isto, em alto e bom som, uma revista de circulação nacional.
Sendo assim, urge que algum sentimento verdadeiramente democrático e cidadão se manifeste veementemente por todos os canais de opinião, mormente pelas mídias escrita e televisiva, no seio das quais certas esquerdas predatórias teceram originalmente suas tramas de lesa Pátria.E tudo se fará com um reconhecimento firme dos direitos dos índios, dos quilombolas, descendentes legítimos daqueles pobres seres que o próprio Exército Brasileiro, quando instado a atuar como capitão de mato, se negou a perseguir, dos vitimados políticos, inclusive da ditadura getulista.Mas tudo sem exageros, interesses escusos, desígnios ideológicos e proselitismos hoje em voga, deploráveis posturas que querem jogarnas costas das gerações vindouras algo impossível de pagar.
A propósito, todos estes temas deveriam desaguar em muitos plebiscitos, mas até agora niguem se dispos a fazê-los...

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