Sem novidades no Front sul americano, felizmente...Aos poucos os soldados perplexos voltam para casa e os presidentes envolvidos retomam suas agendas, nas quais, queiram ou não, está presente a cocaína, impregnadas também de gás e lambuzadas de petróleo.O mais fraco na encenação grotesca, aparente vítima, ainda pratica discursos inflamados, mas sabe que tudo é inútil.Parece compreender que meia dúzia de narco-guerrilheiros não justificariam um conflito envolvendo o Equador e seu admirável povo, apesar de ter sido realmente condenável a incursão em seu território posta em prática pela Colômbia.
Relações diplomáticas são restabelecidas timidamente nestes dias e não poderia ser de outra forma, por mais que um peru de fora, como se diz no Brasil, tentasse insuflar os ânimos.Os mandatários supremos, ainda ressentidos, parecem tomar juízo e retomar o diálogo, deixando de lado asnices, fanfarronices e desatinos bestiais.
Os episódio tem muitas vertentes, até históricas, mas enrosca-se inevitavelmente em fatos relativamente recentes, como estas Farc descambando para crimes hediondos como o sequestro, o assassinato político e a venda internacional de drogas.Configuraria estupidez inominável envolver todo o subcontinente para financia-las, dar-lhes guarida ou utiliza-las como massa de manobra para incomodar o gigante ao norte.Seria o mesmo que trocar sangue por um zumbido de mosca, envolvendo o Brasil e a Argentina, dois aliados ou cooptados de Chaves.
Este senhor, protagonista mais açodado no momento crucial, dito peru de fora, não agredido por enquanto, em vez de amenizar a fervura, pelo contrário, tudo fez para exacerba-la, fermentando apenas seus tresloucados e ambiciosos desideratos.A coisa poderia ter desdobramentos inimagináveis, eis que o referido personagem tem financiado campanhas eleitorais em outros países com dinheiro do petróleo, patrimonio do povo venezuelano.
Assemelha-se, o discípulo de Fidel, mal comparando, a verdadeiro estopim capaz de desestabilizar esta parte do planeta, eis que é também cliente contumaz no mercado internacional de armas e não demonstra apreço pelas instituições mais caras ao mundo livre.
Não tem contradições existenciais ambulantes, não tem "movimentos" aliados invadindo propriedades impunemente, não tem ONG criando reservas gigantescas em seus limites com o beneplácito dos poderes, não inventou mensalões para obter apoio político, não abusa de cartões corporativos, não paga indenizações a militantes das inúmeras facções de esquerda que atuaram na Venezuela, não tem fatias de seu território dominadas por bandidos e muito menos traficantes guerrilheiros, embora aceite em seus domínios as FARC oriundas da Colômbia, não tem oposição e sufoca a imprensa, não tem, apenas aparentemente, conflitos raciais importantes como estes que se esboçam, conduzidos de cima para baixo e que podem levar nosso país a um impasse.
Sobranceiro a tudo isto, quer apenas perpetuar-se no poder, se possível por mais tempo que seu guru de Cuba.O aparato bélico que vem engendrando, ele bem sabe, jamais preocupará seu desafeto poderoso, mas intimidará os democratas de seu pais e da América do Sul.
Nada de novo ao sul do Rio Grande...Longe deste obscuro escriba querer botar mais lenha na fogueira, mas seria ingenuidade pensar que a paz abandona as trincheiras neste momento graças a esforços diplomáticos deste ou daquele ator cucaracha.A cena aquieta-se por ora, não por ações de "A" ou "B", senão para evitar, para alguns, perdas maiores, eleitorais ou criminais, em futuro próximo.Ou, se nada disto for verdade, ao menos para merecer ainda algum respeito, improvável, da opinião pública mundial.Tratou-se de uma comédia de erros, envolvendo assuntos sérios como soberania, ao lado de projetos pessoais autoritários, ditatoriais, e terrorismo.
Encerro descrente como sempre.Esta trégua é suspeita.Não tenham dúvidas, meus caros amigos:há muito mais coisas naqueles discos rígidos apreendidos do que possa imaginar nossa vã filosofia, de outra forma os aloprados do cenário tupiniquim não silenciariam.Tem muita gente com as barbas de molho por aqui.Precisamos saber.
Um comentário:
Amigo Soma, o cenário é, realmente, assustador!!! E nossa política externa para a AL é, para dizer o mínimo, ambígua. O jeito é opinar, e pensar nas nossas próximas eleições, para ver se conseguimos melhorar pelo menos o quadro político interno...
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