Estaria a mente do observador, de antemão declarado isento e sem filiação partidária, envenenada por tantas notícias sombrias?Por ironia, tais constatações estão superpostas a acontecimentos auspiciosos no momento em que o Brasil reencontra seu destino: de um lado, a economia parece livrar-se de carrascais plantados equivocadamente, antes, pelo próprio partido atualmente no poder; par e passo, o Estado exaure-se em contradições estarrecedoras, não ambulantes, como diria o primeiro mandatário, mas no mínimo sazonais, inegavelmente atreladas ao sistema político-eleitoral vigente.
O embrulho, que se agiganta, não parece depender, hoje, deste ou daquele pensamento teórico ou ideologia dominante, eis que todos se dizem de esquerda ou quase isto nas eleições.Talvez encontre fulcro, isto sim, no partido político vitorioso que no afã de conquistar o poder fez concessões descabidas a radicalismos e sectarismos que não se coadunam, de forma alguma, com a história deste grandioso país.
Vem a baila, então, o ordenamento jurídico do país.Vigora?A lei está acima das vontades e interesses individuais ou de grupos, facções, prepostos do poder e partidos políticos?A propriedade privada subsiste? O supremo interesse público tem sido preservado?A democracia almejada é isto que se vê no cotidiano, com a prevalência de esquemas escusos, corrupção desenfreada, violência campeando de norte a sul? O saneamento básico, a educação e a saúde vão bem, apesar da escorchante carga tributária?
Estas e muitas outras questões rondam as consciências, mas, forçoso é reconhecer, não terão qualquer importância nesta e nas próximas eleições enquanto as bolsas de cunho social, emergenciais, se entronizam no arbítrio de milhões de pobres e famélicos eleitores que bem as merecem, mas que lamentavelmente perderam a capacidade de discernimento quanto o futuro próprio, de seus descendentes e do próprio país.
Neste mês exacerbaram-se farpas entre representantes supremos dos poderes da República.O fato já não causa perplexidades em ninguém, muito menos aos contendores na arena aparentemente tranquila da decantada democracia brasileira.Mas o noticiário desta noite deveria tirar o sono de estadistas, se é que ainda exista algum desperto neste instante emblemático em que se delineia mais uma vez o caos institucional.
A televisão mostrou! De um lado, grupos sociais de inspiração petista, egressos dos tempos do vale tudo nas lutas pelo poder, bloqueando entradas dos canteiros de obras de uma grande hidroelétrica do PAC, indispensável aos desígnios governamentais, ou melhor, do PT no poder constitucional.A usina de energia mostra-se como um dos mais festejados rebentos do parto de crescimento idealizado por este mesmo PT e sua estrela maior nestes dias, a Dona Dilma, auto denominada mãe do controverso programa.Do outro lado das porteiras, nada mais, nada menos, que a Força Nacional de Segurança, criatura também do PT, armada até os dentes, emudecida, imobilizada, montando guarda e fazendo figuração.
No mais, obras paradas, tudo em absoluto silêncio governamental, ausência abismal dos políticos do PT e dos dirigentes do consócio empresarial.
Uma única voz, a de um infeliz mestre de obras, operário, cidadão, contribuinte, muito provavelmente pai de família distante do lar, trabalhando duro por si, pelos seus e pelo Brasil, talvez o responsável de plantão já que seu superior era mantido como refém, lamentava o marasmo, o prejuízo para a sociedade e, porque não dizer, clamando pela atenção dos poderosos quanto ao próprio medo de ser vitimado pelos festejados invasores.
O embrulho, que se agiganta, não parece depender, hoje, deste ou daquele pensamento teórico ou ideologia dominante, eis que todos se dizem de esquerda ou quase isto nas eleições.Talvez encontre fulcro, isto sim, no partido político vitorioso que no afã de conquistar o poder fez concessões descabidas a radicalismos e sectarismos que não se coadunam, de forma alguma, com a história deste grandioso país.
Vem a baila, então, o ordenamento jurídico do país.Vigora?A lei está acima das vontades e interesses individuais ou de grupos, facções, prepostos do poder e partidos políticos?A propriedade privada subsiste? O supremo interesse público tem sido preservado?A democracia almejada é isto que se vê no cotidiano, com a prevalência de esquemas escusos, corrupção desenfreada, violência campeando de norte a sul? O saneamento básico, a educação e a saúde vão bem, apesar da escorchante carga tributária?
Estas e muitas outras questões rondam as consciências, mas, forçoso é reconhecer, não terão qualquer importância nesta e nas próximas eleições enquanto as bolsas de cunho social, emergenciais, se entronizam no arbítrio de milhões de pobres e famélicos eleitores que bem as merecem, mas que lamentavelmente perderam a capacidade de discernimento quanto o futuro próprio, de seus descendentes e do próprio país.
Neste mês exacerbaram-se farpas entre representantes supremos dos poderes da República.O fato já não causa perplexidades em ninguém, muito menos aos contendores na arena aparentemente tranquila da decantada democracia brasileira.Mas o noticiário desta noite deveria tirar o sono de estadistas, se é que ainda exista algum desperto neste instante emblemático em que se delineia mais uma vez o caos institucional.
A televisão mostrou! De um lado, grupos sociais de inspiração petista, egressos dos tempos do vale tudo nas lutas pelo poder, bloqueando entradas dos canteiros de obras de uma grande hidroelétrica do PAC, indispensável aos desígnios governamentais, ou melhor, do PT no poder constitucional.A usina de energia mostra-se como um dos mais festejados rebentos do parto de crescimento idealizado por este mesmo PT e sua estrela maior nestes dias, a Dona Dilma, auto denominada mãe do controverso programa.Do outro lado das porteiras, nada mais, nada menos, que a Força Nacional de Segurança, criatura também do PT, armada até os dentes, emudecida, imobilizada, montando guarda e fazendo figuração.
No mais, obras paradas, tudo em absoluto silêncio governamental, ausência abismal dos políticos do PT e dos dirigentes do consócio empresarial.
Uma única voz, a de um infeliz mestre de obras, operário, cidadão, contribuinte, muito provavelmente pai de família distante do lar, trabalhando duro por si, pelos seus e pelo Brasil, talvez o responsável de plantão já que seu superior era mantido como refém, lamentava o marasmo, o prejuízo para a sociedade e, porque não dizer, clamando pela atenção dos poderosos quanto ao próprio medo de ser vitimado pelos festejados invasores.
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